terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Curso mostra como reter talentos na área de TI

Júnia Leticia

Para o delineamento de uma eficiente administração de recursos humanos, as empresas estão adotando, cada vez mais, uma política de cargos e salários. Definido como um instrumento de organização e normatização das relações de trabalho entre a empresa e seus colaboradores, o plano de cargos e salários contempla uma série de alternativas que permitem administrar os funcionários de forma estimulante e competitiva, valorizando o conhecimento, a competência e o desempenho da força de trabalho.

Com o objetivo de prever, qualitativa e quantitativamente, o dimensionamento do quadro de colaboradores, e definir objetivos e atribuições inerentes a cada cargo, a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-MG) promove, nos dias 29 e 30 de setembro, o curso Como Implantar um Plano de Cargos e Salários. A qualificação possibilitará aos participantes formular, desenvolver e estabelecer uma estrutura salarial adequada às necessidades das empresas, de acordo com seu segmento de atuação.

Para o setor de Tecnologia da Informação, o tema é de extrema relevância, porque, segundo o presidente da Assespro-MG, Ian Campos Martins, a indústria de software é extremamente dependente do talento de seus profissionais. “Isto se deve à natureza peculiar deste tipo de serviço, que envolve não apenas as habilidades técnicas de seus analistas e programadores, mas, também, e talvez até mais importante, o conhecimento sobre a área que se está programando e de suas habilidades humanas de comunicação, superação de conflitos e negociação”, acrescenta.

Uma das características fundamentais do curso é orientar os gestores sobre a importância do equilíbrio na administração de pessoas, segundo o diretor da Nortearh, Carlos Alberto Caram Farah. “É preciso haver uma relação equilibrada entre a habilitação do funcionário, o desenvolvimento de sua função, ou seja, a aplicação de seu conhecimento, o resultado para a empresa e a remuneração recebida pelo funcionário”, conta.

A gestão de cargos e salários ocupa uma posição-chave no recrutamento e manutenção dos recursos humanos, já que as empresas precisam propiciar um ambiente de motivação e produtividade, eliminando incoerências e distorções que possam causar insatisfação nas pessoas, em decorrência, muitas vezes, de desequilíbrios salariais. “Entre os benefícios da política para as organizações estão a captação de pessoas de forma mais fácil e a retenção do profissional. Além disso, o plano de cargos e salários prepara as pessoas para uma carreira”, conta Carlos Caram Farah.

Sob esse aspecto, o presidente da Assespro-MG ressalta a importância da adoção do plano de cargos e salários, especialmente por empresas de TI, considerando as peculiaridades do setor. “A indústria de software é um pouco diferente das outras, porque é baseada na qualidade do trabalho executado pelos funcionários. Por isto a satisfação deles influi diretamente na qualidade dos serviços prestados”, conta Ian Campos Martins.

Mudanças de mentalidade – O sucesso da implantação da política nas empresas envolve a transformação de mentalidade, o que muitas vezes não é uma tarefa fácil. Entretanto, o administrador de empresas, com pós-graduação em Recursos Humanos e consultor sênior da Nortearh, Ângelo Alfredo Laporte, tem percebido uma mudança com relação à forma de pensar o plano de cargos e salários. “Organizações, de todos os portes, estão perdendo muitos talentos. E com o reaquecimento do mercado, as empresas têm visto a necessidade de implantar programas de remuneração para reter os funcionários”, diz.

O presidente da Assespro confirma que na área de TI muitos profissionais migram para outras empresas por falta de uma gestão de RH. “Grandes empresas, como a Infosys, estão vindo do exterior para se instalar em Belo Horizonte e com isso, vai aumentar a demanda de mão de obra significativamente. Por isso, as empresas têm que cuidar de seus talentos, ou seja, ter uma política de remuneração que valoriza o mérito das pessoas, o que envolve a implantação de um plano de cargos e salários”, observa Ian Martins.

Atualmente, a implantação de programas de remuneração é uma necessidade. Conforme o consultor da Nortearh, hoje, só o piso da categoria não é suficiente. “Tem de ter um ‘quê’ a mais, como salários indiretos. Os empresários têm percebido que recursos humanos não é custo, mas, sim, investimento. Na medida em que são adquiridas máquinas, é preciso ter pessoas habilitadas para desenvolver a função”, completa Ângelo Alfredo Laporte.

Os temas serão abordados em seus aspectos conceituais, estimulando-se a participação e debates, consolidados com atividades individuais e em grupo. O programa do curso, que terá carga horária de 19h/a, abrange os temas O Equilíbrio da Gestão de RH, Administração de Cargos e Salários, Análise de Cargos, Avaliação de Cargos, Pesquisa Salarial, Estrutura Salarial, Política Salarial, Política de Renumeração e Plano de Carreiras.

Abrangente, os temas contemplarão as fases do planejamento de implantação e coleta de dados do plano de cargos e salários. Também serão vistos descrição, especificação e titulação de cargos, classificação por grupos ocupacionais, escolha do método de avaliação, tabulação dos dados, análise dos resultados, elaboração de relatórios comparativos, cálculo e definição da medida estatística a serem adotadas, normas para movimentações funcionais, enquadramentos salariais, reavaliação de cargos, planejamento das carreiras, entre outros.

O curso Como Implantar um Plano de Cargos e Salários será promovido pela Assespro-MG nos dias 29 e 30 de setembro, de 8h às 18h, na sede da Associação – Av. Afonso Pena, 4000/3º andar, Mangabeiras. O investimento para associados é R$ 500 e para não-associados, R$ 400. Informações: (31) 3281-4220

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